“Eu
não vim para a Barroca, ela é que veio comigo”, conta Jair. Ele
começou a trabalhar na Barroca como eletricista, fez a parte elétrica
de todas as quadras que a Barroca já teve. Mas sua atuação no
mundo do samba já vinha de antes. Além de fundador da Barroca,
ele também foi fundador da Escola Garotos de Vila Mariana.
A
fundação da Barroca aconteceu na rua Santo Irineu e a 1ª ata foi
assinada na casa do Pé Rachado. A escolha do nome teve muitas
divergências. “Cada um queria uma coisa diferente, mas concordávamos
que deveria ser um nome forte”, conta. “O Pé Rachado quando vinha
aqui não descia, até porque tinha medo de vir, era um campo na
rua da baixada e naquela época a gente chamava de Barroca. Aí
então que surgiu o nome de Barroca Zona Sul e todos concordaram.”
O
endereço da escola mudou várias vezes. Passou pela rua Padre Machado,
mais tarde para a rua Paulo Figueiredo, onde chegaram até montar
uma quadra em que foram realizados vários shows. Na gestão da
prefeita Luiza Erundina, ela cedeu o terreno embaixo do viaduto
onde a Barroca está até hoje.
A
escola faz parte da vida de Jair e seus filhos e netos também
integram a Barroca.
“Eu
só não vou sair este ano junto com a Velha Guarda, porque quebrei
o joelho em um tombo”, lamenta. “Mas continuo no samba e aqui
tenho muitos amigos, desde a fundação não nos separamos mais”.
Texto:
Rosa (Assessora de Imprensa da Barroca Zona Sul)
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