Quando
era pequena, Bia (como é conhecida na escola) já era levada pela
mãe para a Camisa Verde e Branco, mesmo contra a vontade de seu
pai. “A primeira vez que participei da Barroca foi em um desfile
que era chamado de Pé de Vaga”, lembra.
Por
meio de uma amiga, começou a participar da Ala das Baianas. Depois
de três anos, passou a comandar as Baianas e permaneceu na função
durante 20 anos. Além disso, já foi diretora presidente do Conselho
da Barroca.
Ela
sempre colaborou também com a produção do figurino e na escolha
das cores. “Todas as cores têm que estar combinando e ainda estar
de acordo com o enredo. Isso conta muito”, explica. Para Bia,
as amizades que fez na escola são as coisas mais importantes.
“Eu era considerada desde irmã até psicóloga”, brinca.
Quando
entrou na Ala das Baianas, havia 30 componentes e este número
já era considerado grande. Segundo ela, além de serem tidas como
as melhores, eram as mais conhecidas entre todas as escolas.
Bia
está na Velha Guarda há 5 anos e está empolgada para o desfile.
No ano passado, por motivos de saúde, não pode desfilar no chão
e teve que sair no carro. “Este ano quero estar no ‘chão’, pois
é lá que a gente sente a emoção”. No ensaio técnico realizado
no sábado passado (10), ela comemorou a vitória, pois conseguiu
provar para si mesma que está em condições de desfilar no “chão”.
“Quando a gente está na avenida e sente alguma dor, tem que ter
malícia, dar uma virada como se estivesse dançando e vamos embora”.
Bia
trouxe toda a família para a Barroca. Os 8 filhos, 21 netos e
13 bisnetos fazem parte da escola. O samba e a família sempre
foram essenciais na vida dela e ao se recordar de momentos difíceis,
se emociona. “Eu nunca abandonei a escola, sempre me dediquei
muito. Uma vez minha neta foi atropelada quando eu estava a caminho
da Barroca para entregar as fantasias das Baianas. Mesmo assim,
vim à escola, fiz a entrega de todas e só depois fui ter notícias
de minha neta”. “Eu nunca pedi nem exigi nada da Barroca em troca
da minha dedicação, pois aqui só recebi coisas boas: amizade,
amor e respeito de todos”, agradece.
Texto:
Rosa (Assessora de Imprensa da Barroca Zona Sul)
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