Anos 80 - A Barroca sempre entre as 6 primeiras
 

Em 1979 a Nação Barroca já é presidida pelo saudoso Osmar César de Carvalho fundador da FESEC e na época presidente da UESP; por regulamento da UESP obrigando as escolas à adotar quatro cores, aderiu o vermelho e branco e nessa época Mestre Fubá e Mestre Bolão comandaram o bom ritmo da bateria, já com o andamento mais acelerado devido até o crescimento dos desfiles na Avenida Tiradentes pela proporção que a agremiação já comportava. Mesmo assim, sendo a bateria mais cadenciada dos desfiles.

 

Seus marcantes carnavais nos anos 80 foram "Futebol no Carnaval" em 82, onde o samba virou vinheta da Radio Bandeirantes na Copa do Mundo, "75 Anos de Imigração Japonesa no Brasil" em 83, já sob a presidência de Antônio Canallonga (Tonhão) a primeira homenagem de uma escola do Brasil à uma colônia oriental, com participação deles no desfile vindo de avião apenas para passar na passarela; primeiro show ao vivo para o Japão transmitido via satélite no bairro da Liberdade feito pela Barroca Zona Sul com suas passistas, ritmistas e aula de samba do Mestre Pé Rachado e "Chico Rei" em 85 um carnaval todo artesanal com materiais como bambu, palha e barro graças a inteligência de um ex mestre-sala do carnaval de São Paulo, o Mestre Batucada, onde a escola amarga o 5° lugar depois de ser penalizada em 4 pontos por atraso, quando poderia ter se tornado a grande vencedora do desfile de 1985. Época essa marca a quadra da escola, palco de shows de grandes sambistas como Roberto Ribeiro, Luiz Américo, Beth Carvalho, Bezerra da Silva, Jorginho do Império, Alcione, Originais do Samba e baterias de escolas cariocas como o Império Serrano, Acadêmicos do Salgueiro, Imperatriz Leopoldinense e Mangueira do Amanhã.

 

Em 1986 depois de alguns bons resultados foi desalojada da quadra e rebaixada. Passou a ensaiar na Rua Santo Irineu, época de momentos difíceis onde muitos pensaram no fim da escola, mas a volta de Pé Rachado contribuiu para que em 1987 com o enredo "Nação Odara dos Quilombos" (Asas à Liberdade) fosse novamente campeã do II Grupo tirando nota máxima em 9 dos 10 quesitos em julgamento; levou um 9 de bateria pelo fato dos tamborins não repicarem da maneira moderna, isso revoltou demais Mestre Fubá, os ritmistas e principalmente Seu Sebastião Pé Rachado na época que concedeu uma entrevista à TV Cultura dizendo sobre o ritmo da bateria da escola que fundou: "nós fazemos samba, batucada, nossa caixa é guerreira, pega p´ra valer, nosso surdo centra firme a marcação, nossos tamborins batem da maneira tradicional assim como nossa madrinha Mangueira, isso da minha escola nunca vão tirar" (sobre tamborins a Mangueira no Rio também batia da maneira tradicional, famoso "teco-teco") voltando assim em 1988 ao grupo principal com o enredo "No Centenário da Abolição Barroca Novamente “, mais um carnaval de Edson Machado que consagrou a Barroca entre as seis primeiras.

 

Um ano depois Mario Pereira Rodrigues (Pizzaiolo) presidiu a escola no carnaval de 1989 onde ficou em 7° lugar, ano que marcou a despedida do casal Gabi e Beth, o mestre sala sairia da Barroca para se tornar o mestre sala do século, enquanto Beth ainda se dedicaria à escola se tornando imortal também sendo a maior portadora de bandeira da escola de 76 à 89, foram 15 anos. Nessa época o carnaval de São Paulo já tem com domínio das escolas especiais e do grupo 1 a sua Liga Independente, que é quem atualmente direciona essas entidades.

 

 

 
Pesquisa histórica e desenvolvimento: Mestre Barroquinha e Thiago Praxedes
 

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