Quinta
Feira, noite de 07 de Agosto de 1974 na Rua Padre Machado
442, casa
2 fundos no famoso "vilão" onde residem até hoje
muitas famílias, nasceu
o Grêmio Recreativo Cultural Esportivo Beneficente Escola
Faculdade do Samba Barroca Zona Sul, com as cores verde
e rosa em homenagem a Mangueira, quando Pé Rachado mesmo
com seus 56 anos de idade, reuniu em sua humilde casa seus
filhos Binha, Bira e Lobão, sua prima Lurdes do Amaral (a
mãe da Barroca) e os seus seguidores Ednei, Zé Carlinhos,
Zé Francisco, Tornado, Carlos Alberto Amaral (Galocha),
Miguel Lopes Filho, Norberto Amaral Filho, Aracendi Amaral,
Pedro Paulo Camilo, Encida Maria Novaes Ferreira, Maria
Aparecida Amaral, Vera Lucia Amaral, Lurdes Amaral (a mãe
da Barroca), Clélia Aparecida Mariano, Áurea Lúcia Amaral,
Francisco Fabiano Júnior (Chiquinho), Gregório, Tamborim,
Dorinho Marques, João Márcio, José A. Almeida, Valcir, Céia,
Wilson e Marina (o primeiro casal de mestre sala de porta
bandeira vindos do Camisa Verde e Branco) estes em sua maioria
da Ala Cuíca de Ouro da Vai-Vai.
O
primeiro ensaio aconteceu no campo do Brahma na Rua Padre
Machado com a Rua Santo Irineu onde Mestre Binha reuniu
a molecada da área para formar a bateria que foi considerada
a melhor de São Paulo sendo formada apenas pôr garotos somados
a experientes batuqueiros do Vai-Vai e do Camisa Verde e
Branco.
O
nome Barroca é originário do campo de terra que seus integrantes
freqüentavam de uma equipe de futebol de várzea, a Portuguesinha,
na Vila Mariana, chamado de campo da barroca que abrigava
os batuqueiros da escola para animadas rodas de samba aos
finais de semana. Local onde em 1976 a escola ensaiou e
se consagrou na Rua Jorge Tibiriçá. O nome Barroca foi dado
pelo saudoso Valter Japão.
Com
uma linhagem de uma escola de raiz, jovem e experiente ao
mesmo tempo, filosofias quilombolas e mangueirenses de Pé
Rachado, a Barroca sagrou-se campeã do primeiro desfile
que participou no III Grupo em 1975 (desfile na Lapa) com
o enredo "A Primeira Chegada dos Escravos Negros ao
Brasil"; repetiu a façanha em 1976 e venceu o II Grupo
com o enredo "Sonho de Palmares"; era muita glória
para uma escola tão nova, mas ao mesmo tempo respeitada
e admirada pôr todos trazendo a originalidade e criatividade
dos sambistas na avenida; alcançou o I Grupo em 1977 onde
se firmou como uma grande escola, e nesse ano inaugurou
a tão sonhada quadra na Rua Paulo Figueiredo esquina com
a Av. Ricardo Jaffet entre a Vila Mariana e o Ipiranga.
O ponto de partida da quadra foi o churrasco organizado
pelos "Amaral'" pela parte da manhã daquela segunda
feira de 09 de Abril de 1977; depois o jogo dos hospedes
de honra Mangueira contra Barroca numa partida de futsal
seguida por uma boa roda de samba; pós 22 horas a batucada
do Mestre Binha dominou a festa sendo tomada atenção quando
a bateria da Mangueira efetuou o seu batismo feito pelos
padrinhos Mestre Cartola e sua esposa Dona Zica, que foram
eles que pediram a Pé Rachado em 1974 que se acaso fundasse
uma nova escola, desse o verde e rosa em homenagem à eles
e principalmente à estação primeira do samba, Mangueira. |