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História
da Bateria da Barroca Zona Sul |
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Da
fundação da Barroca de 07 de Agosto de 1974,
dá-se a fundação também da tradicional
Ala da Bateria por Ubiapaba do Amaral (Mestre Binha).
Mestre Binha filho de Pé Rachado; foi no seu quarto
que a reunião de fundação foi realizada.
Desde criança, Binha ficava ao lado do lendário
Patonágua (diretor de bateria da Vai-Vai em tempos
de cordão); já era atrevida a apitar a bateria
do Vai-Vai, tocava os instrumentos ... o que lhe levou a
ter uma breve carreira musical na noite com outros músicos
como Branca de Neve, Arquimedes enfim ...
As idas ao Rio de Janeiro com seu pai em desfiles na presidente
Vargas fez o menino Binha ver a bateria da Mangueira claro
a escola à qual Pé Rachado foi ritmista tendo
Mestre Valdomiro com uma batida seca de marcação,
viu a firma bateria da Portela de Mestre Bombeiro e Marçal
com o inconfundível jogo de surdo, a nota 10 Mocidade
de Padre Miguel nas mãos de Mestre André que
levantava o povo com suas paradas enfim ...
No primeiro ensaio da Barroca no antigo Campo da Brahma
na esquina da Rua Padre Machado com a Rua Santo Irineu,
Binha reuniu a molecada da área para formar uma bateria
que viria ser a melhor de São Paulo pela sua criatividade.
Como base a bateria teve a rua Santo Irineu onde concentrava-se
um grande numero de famílias aglomeradas em cortiços
de época onde residiam famílias de tradicionais
sambistas provenientes de outras escolas de samba e do extinto
Brinco de Ouro, a escola que a Vila Mariana ostentou nos
anos 60 que tinha um luxo muito grande e intimidava escolas
tradicionais na época como Lavapés, Nenê
e Peruche.
A
Rua Santo Irineu teve uma escola de samba chamada Garotos
de Vila Mariana mas não chegou ser registrada era
apenas batucada e passistas. Lembramos aqui dessa época
Mestre Binha, Célio (2° diretor), Zé Carlinhos,
Hélio Baial, Bagulé, Tornado, Arquimedes,
Eufrásio, Jeca (o nosso presidente Borjão),
Carlos Roque (Carlão Portela), Cacalo, Neneca, Tamborim,
Geraldinho, Zé Francisco, Bolão, Maurício,
Valcir, Gandula, Jorge Magrão, Washington, Wellington,
Pedrão, Pudim, Grete´s, Deputado, Buda, Chiquinho,
Céia (imortal repinique de ouro), Pereira, Uilsinho,
Hernani Professor (Nanão), Tula, Bem-Bem, Zé
Bombeiro enfim muitos outros em sua maioria que não
estão entre nós e deixaram enorme contribuição
para formação da ala da bateria da Barroca
Zona Sul. |
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Destaque
se o primeiro carnaval da Barroca, em 1975 na Lapa onde
Binha ainda trouxe da Camisa Verde e Branco o falecido Tobias
(falecido presidente da Camisa Verde e Branco e considerado
melhor surdo de todos os tempos), Odair Menezes (consagrado
musico) Melão, Tatinho, o próprio Mestre Lagrila,
o consagrado Delegado da Mangueira, seu Moacir da Lavapés,
Branca de Nenê enfim ... já no primeiro ano
no III grupo a Barroca já era consagrada por ter
sido a melhor bateria da cidade de São Paulo. Um
grande fetiche de Mestre Binha, era usar os compassos dos
discos de jazz de Ray Conify e reproduzir em batucada;
era uma grande marca da bateria da verde e rosa. Segundo
Mestre Binha, era difícil lidar com seu pai Pé
Rachado quando assunto era bateria: |
| Bateria
da Barroca no desfile de 2004: "450 Anos de Fé"
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"O
Pé queria que a Barroca chama-se Mangueira Paulista,
queria que a escola tocasse como a Mangueira ... até
porque o Cartola pediu a ele que fundasse uma Mangueira
em São Paulo ... mas achamos melhor bater o surdo
como todas mas colocamos o surdo de corte como o da Portela
batendo no contratempo da primeira ... as caixas nós
tivemos que por Mangueira, ritmo direto isso o Pé
já tinha colocado no Vai-Vai e não seria na
Barroca, verde e rosa escola dele que seria diferente ..."
Em São Paulo bateria inovadora sempre foi a Mocidade
Alegre indiscutivelmente, e naquela época com a importação
de fundamentos sambísticos do Rio de Janeiro o quesito
bateria não era diferente e rapidamente a Mocidade
conseguiu implantar a batida repicada de tamborim coisa
que depois as outras foram adaptando.
No caso os tamborins da Barroca mais uma vez por insistência
de Sebastião Pé Rachado, a batida "teleco-teco"
era a pegada e era o ponto alto da bateria.
E foi se os anos, 1976 chega a Barroca Osmar César
de Carvalho pratista do Império do Cambucí,
escola que por sinal também tinha uma das melhores
baterias na época.
Osmar viria a ser presidente da Barroca mais tarde também
- com seus pratos marciais fazia malabares espetaculares
frente à bateria ...
Barroca era febre na Zona Sul tão pouco de vida em
1977 já despontava no grupo principal e o próprio
símbolo da escola muda por causa da bateria, surge
o "Crioulinho" moleque negro de fraldinha tocando
tamborim símbolo de juventude ... juventude sã,
que crescia a cada dia com o ensinamento do velho Pé.
Em 1978 veio a consagração, a Barroca entre
as principais escolas é consagrada "Melhor Bateria";
Mestre Binha recebe o prêmio merecido mas em tudo
isso acontece uma revolução política
dentro da Barroca à qual o próprio Pé
Rachado saí, saí Mestre Binha e a bateria
da Barroca tem novo comandante:
José Roque, lendário Mestre Fubá; originalmente
Fubá grande ritmista do Camisa Verde e Branco tocador
de caixa, musico também na noite mas com problemas
na justiça ficou afastado da fundação
da Barroca ... logo saída de Mestre Binha, o presidente
Osmar César de Carvalho intitulou Mestre Fubá
como novo diretor da bateria.
Bateria que perderá com a saída de Binha a
leveza que era a característica, com Mestre Fubá
a bateria ficara mais densa, lisa porem continua sendo apontada
como uma das melhores de São Paulo e conquistando
premiações como em 1982 em meio à disputa
acirrada de Nenê de Vila Matilde com Mestre Divino,
Vai-Vai Mestre Tadeu, Rosas de Ouro Mestre Lagrila, Mocidade
Mestre Feijoada ... a Barroca ganha a "Batuta de Ouro"
do carnaval de 1982. |
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Bateria
que perderá com a saída de Binha a leveza
que era a característica, com Mestre Fubá
a bateria ficara mais densa, lisa porem continua sendo apontada
como uma das melhores de São Paulo e conquistando
premiações como em 1982 em meio à disputa
acirrada de Nenê de Vila Matilde com Mestre Divino,
Vai-Vai Mestre Tadeu, Rosas de Ouro Mestre Lagrila, Mocidade
Mestre Feijoada ... a Barroca ganha a "Batuta de Ouro"
do carnaval de 1982. Ao
fato de Mestre Fubá ter por problemas pessoais que
se ausentar de alguns desfiles, nesses anos o dono do apito
foi Elson Silva "Mestre Bolão" componente
fundador, idealizador das Festas da Bahia. E foi assim nos
anos 80 a Barroca tendo uma forte bateria, tendo como ponto
alto o ritmo e a simplicidade e objetividade de seus tamborins
tradicionais ... por duas vezes ainda Mestre Binha voltou
para ajudar Fubá e Bolão no ritmo. |
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Desfile
2003 : "Quem sou eu? Rei Pelé!" |
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Em
1989 Moisés da Rocha entrega a bateria da Barroca
em mãos de Mestre Fubá troféu "Bateria
Nota 30" em 1990 Dona Ivone Lara em transmissão
a rede Manchete confessa que não sabia que em São
Paulo tinha uma bateria que batia samba desse jeito ...
pois é em 1990 as baterias paulistanas em meio a
inovações e breques a simplicidade do ritmo
da Barroca arrepiava de encantava a todos. Fevereiro de
1991, na quadra de ensaios Sebastião Eduardo do Amaral,
o já falecido Pé Rachado grande show de Leci
Brandão em uma noite de sábado, quadra lotada,
quando chega a notícia que Mestre Fubá fora
vitima de acidente de carro e vinha a falecer.
Barroca a uma semana do carnaval entrou em choque, lagrimas
... mas numa posição de força o presidente
Borjão pede para que seja realizada a festa com a
bateria e Leci Brandão em memória de Mestre
Fubá ... e foi-se ... uma linda noite de samba, batucada
em memória do grande Fubá ... temido por seu
jeito explosivo mas que amou e levou a Barroca no peito
até o ultimo minuto de sua vida. Sucedido por Mestre
Bolão então segue os anos de 1991e 1992.
O que se notou durante esses anos é que a simplicidade
da bateria da Barroca já não bastava para
um carnaval de 2000 componentes, que ganhará um pólo
cultural ..
era preciso inovar, mas era uma bateria de contingente de
sambistas de idade alta então seria difícil
mudar a mentalidade dos mesmos.
Por compromissos religiosos Mestre Bolão deixa a
bateria, e assume a bateria um ex ritmista também,
Rodisley Pereira de Oliveira, Mestre Dilley que fundara
sua agremiação na Vila Santa Catarina, Flor
de Liz - Mestre Dilley filho do saudoso Seu Athaide compadre
de Pé Rachado e de Dona Lourdes saudosa baiana da
escola.
Era o primeiro ano de inovações de dobre de
tamborins, breques e passadas arriscadas, batidas de caixa
mesclada ... auxiliado por Bagulé a bateria da Barroca
volta a tirar as notas 10 de direito. Em 1994 pela primeira
vez em sua história assume a bateria um mestre sem
origem na escola, trata-se do saudoso Mestre Jeliér
vindo da Imperador do Ipiranga, mas o mesmo não chega
levar a bateria para a avenida e isso fica a cargo de Mestre
Bagulé, José Roberto do Nascimento Arruda
que naquele ano se consagra ao ganhar o "Tamborim de
Ouro" da FESEC. Pelos anos que se sucederam começa
um processo de renovação onde Mestre Bagulé
teve ao lado Mestre Bolão, Jeliér, Pantha
e Nêgo ... aos poucos jovens ritmistas foram aparecendo
que viria ser uma geração promissora na escola.
O ano de 1999 marca a vinda de Mestre Lagrila: consagrado
e renomado mestre do carnaval - Nenê de Vila Matilde
(65-69), Mocidade Alegre (70-73), Camisa Verde e Branco
(74-78), Rosas de Ouro (81-82), Unidos do Peruche (84-87)
e Leandro de Itaquera escola que ajudou fundar em 1982 e
até 1999 esteve como diretor de bateria.
Deixou sua marca em 1999 e 2000; fundou o Projeto Criança
Barroca Zona Sul que deu inicio a bateria mirim da escola.
Época essa que se destaca a evolução
dos tamborins trazida por Adilson dos Santos vindo do Brinco
da Marquesa e a partir daí a ala de tamborins passa
a ter batida repicada como as demais baterias.
Com a saída de Mestre Lagrila, junto com Mestre Bagulé,
é intitulado a diretor de bateria Geraldo Cláudio
o Mestre Geraldinho.
Em 2002 a Barroca emerge ao grupo especial novamente. Em
2003 tem a volta de Mestre Binha a diretoria de bateria
junto com Bagulé e Geraldinho. Em 2004 Geraldinho
como mestre tem Tubarão, Eduardo e Cleber como diretores
... 2005 dirigindo a bateria do bloco Me Engana Que Eu Gosto
e que estava na Vai-Vai, Thiago Praxedes (Mestre Thiago)
assume a bateria, tendo como diretores William Barroquinha,
Junior, Adilson e João Paulo (Capitão).
Após
saída de Mestre Thiago é anunciado o novo
comandante da tradicional bateria verde e rosa. Mestre Barroquinha,
que assume essa grande responsabilidade e desafio, e tem
grande desafio no início. Mantém o trabalho
que estava sendo feito já que também é
"cria" da escola. Com Adriano Meninão,
Adílson Negão e Adriano o trabalho é
feito em pouco tempo, porém mesmo assim a bateria
honrou as origens e fez desfile inesquecível, sendo
o quesito que mais pontuou atrás apenas da Comissão
de Frente, porém colaborando com a escola para um
grande participação no desfile de 2007, um
dos mais dispurados do Grupo de Acesso da história
do carnaval paulistano.
A
história do Mestre Barroquinha é contada no
site da escola (www.barrocazonasul.com.br/entrevistabarroquinha.htm).
Escola que em nenhum momento nega o título: "Faculdade
do Samba".
Colaboração
de Pequisa e informações: Mestre Thiago e
Mestre Barroquinha. |
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